terça-feira, 29 de abril de 2014

Tremoços

Os tremoços são muito apreciados em Portugal.
São bastante ricos em proteínas, vitaminas e fibras e pobres em gordura.
Com todas essas qualidades, são um excelente petisco para acompanhar uma cerveja geladinha.
No verão, aproveite! :) Peça uma imperial, um fino, uma cerveja, uma mini... 
Os tremoços são grátis, oferta da casa! ;)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

25 de Abril – Revolução dos cravos


No dia 25 de abril de 1974 foi derrubado, através de um golpe militar, o Estado Novo, um regime ditatorial em que viviam os portugueses desde 1933, ou seja, por mais de 40 anos…

E o começo da revolução foi feito com música… Sim, a senha usada pelos militares para o começo da revolução foi uma música. Através de rádio os militares informaram que era para dar início à revolução.

Às 22.50 do dia 24 tocou “E depois do adeus” de Paulo de Carvalho.

“Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.”
 


Pouco depois da meia-noite, informando que tudo estava correndo bem e que a revolução deveria seguir em frente, tocou “Grândola, vila morena” de Zeca Afonso.

“Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade””


E o meu primeiro contato com o 25 de Abril (ou o que eu me lembro...) foi com “Tanto mar” de Chico Buarque, que teve a sua primeira versão censurada no Brasil de 1975 e a segunda versão divulgada em 1978. 

Tanto mar - Chico Buarque - 1975
"Sei que estás em festa, pá
fico contente
e enquanto estou ausente
guarda um cravo para mim.
Eu queria estar na festa, pá
com a tua gente
e colher pessoalmente
uma flor do teu jardim.
Sei que há léguas a nos separar
tanto mar, tanto mar
sei também quanto é preciso, pá
navegar, navegar.
Lá faz primavera, pá
cá estou doente
manda urgentemente
algum cheirinho de alecrim."

Tanto mar - Chico Buarque - 1978
"Foi bonita a festa, pá
fiquei contente
'inda guardo renitente
um velho cravo para mim.
Já murcharam tua festa, pá
mas, certamente
esqueceram uma semente 
nalgum canto de jardim.
Sei que há leguas a nos separar
tanto mar, tanto mar
sei também como é preciso, pá
navegar, navegar.
Canta a Primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
algum cheirinho de alecrim"

Parabéns Portugal! 
Parabéns portugueses que lutaram pelos ideais de Abril. 
Que a liberdade possa continuar a existir neste país.